ALOÍSIO SILVEIRA DE SOUZA


ALOÍSIO CARLOS SILVEIRA DE SOUZA



ALOÍSIO SILVEIRA DE SOUZA nasceu em Florianópolis no estado de Santa Catarina em 17 DE JULHO DE 1936.
Nome artistico ALOÍSIO SILVEIRA DE SOUZA.
ALOÍSIO SILVEIRA DE SOUZA é autodidata. Seu trabalho tem todas as características da pintura primitiva (azul, vermelho e amarelo) e o desenho se apresenta com a afirmaçao que norteia a escola dita Primitiva. Trabalhando em tinta acrílica sobre tela, Aloísio Silveira de Souza emprega os pincéis com o toque pontilhista ao mesmo tempo em que, na visao de sua ótica, as figuras por ele retratadas, em virtude da ausencia de perspectiva linear e aérea possuem dimensoes semelhantes.
As pinturas de Aloísio estao em perfeita sintonia com a proposta singela deste artista, que a jogar-nos no turbilhao caótico do dia-a-dia e no folclore, prefere nos entreabrir as portas de um mundo que um dia existiu dentro de cada um de nós, e que, infelismente, na maioria dos casos, foi absolutamente esquecido e irremediavelmente perdido.



ALOÍSIO começou a pintar aos 18 anos, dedicando-se inteiramente à pintura a partir de 1971.

ALOÍSIO SILVEIRA DE SOUZA É UM DESSES ARTISTAS QUE PARECEM CRIAR EM ESTADO DE GRAÇA. OS VENTOS TERRÍFICOS DO CONTURBADO MUNDO EM QUE VIVEMOS PASSAM AO LARGO DOS EDÊNICOS RECANTOS QUE SÃO SUAS ALEGRES PINTURAS.

BORN IN FLORIANÓPOLIS, STATE OF SANTA CATARINA, BRAZIL, IN 1936. RICH IN COLLORS, SHAPES AND DETAIS, WITH CONSIDERABLE VISION, INCORPORATES IN HIS PAINTINGS A MAGIC SCENE, FULL OF BIRDS, FRUITS, ANIMAL OF GREAT BEAUTY AND INCREADIBLE VIBRANCY. THERE IS LIFE., MOTION, TALK AND LOVE IN THE BACKGROUNDS.


EXPOSIÇÕES COLETIVAS/SALÕES DE ARTE 1970 –Salão de Arte Contemporânea de Santo André ( SP). Salão Paulista de Arte Contemporânea (Masp/SP). 1971 –Coletiva na Mini Galeria do Usis, Consulado Americano (SP). Coletiva Galeria de Arte O SOBRADO (sp). II Coletiva de Artes Plásticas Barriga-Verde em Blumenau (SC). 1972 –Coletiva de pintores brasileiros na Universidade da Califórnia (EUA). Coletiva de pintores brasileiros na Universidade da Florida (EUA) em comemoração a Semana de Arte Moderna. Coletiva na “Krasge Art Center Gallery”na Michigan State University (EUA). Coletiva Salão de Artes Plásticas de Santa Catarina (SC). III Coletiva na “Pocket Gallery”da Câmara Americana de Comércio (SP). Salão de Artes Plásticas da Ilha de Santa Catarina (SC). 1973 –IV Coletiva de Artes Plásticas de Blumenau (SC). Kanaan galeria de Artes e Antiguidades (SP). 1974 –V Coletiva de Artes Plásticas de Blumenau (SC). Coletiva Museu de Arte do Rio de Janeiro (RJ). 1975 –Coletiva Galeria de Arte Alpendre (SP). VI Coletiva de Artes Plásticas Barriga_Verde em Blumenau (SC). Coletiva Domus Galeria de Arte (SP). 1976 –VI Coletiva de Artes Plásticas “Galeria Açú-Açú em Blumenau (SC). Coletiva “Aliança Francesa”(RJ). Galeria de Arte Verde-Vale em Itajaí (SC) 1977 –Coletiva Associação Artístico-Cultural de Brusque (SC). 1982 –Krug Art Center Gallery, Florida (EUA) 1983 –Art Contemporany Museum, Indiana (EUA). 1990 –Coletiva Espaço Cultural LUSTRES.Projeto (SP) 2003 -House Inn Gallery (SP). 2004 -Salão Nacional de Artes de Paraty (RJ). EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 1971 –Individual Pequena Galeria KLM (SP). 1972 –Museu de Arte de Santa Catarina (SC). Prefeitura Municipal de Joinville (SC). Salão de Artes Plásticas de Santa Catarina. (SC) 1973 –Individual Galeria Açu-Açu em Blumenau (SC)> 1974 –Museu de Arte de Blumenau (SC). 1976 –Galeria O Sobrado (SP) 1981 –Galeria Alpendre (SP). 1989 –Associação Catarinense de Artistas Plásticos – ACAP (SC). 1989 –Galeria “Studio de Artes” (SC). 1991 –Parati Gallery – New York (EUA). 2004 -Loja de Artes - Livraria Cultura (SP).

Mário Schenberg - 1971
Aloísio Carlos Silveira de Souza expõe pela primeira vez individualmente em São Paulo. Já participou do Salão Paulista de Arte Contemporânea de 1970 e também do Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no mesmo ano. O público paulistano a oportunidade de conhecer melhor um dos melhores artistas da tendência “naif”de Santa Catarina. Aloísio vem pintando há bastante tempo e, nos últimos três anos, passou a se dedicar mais sistematicamente à arte, realizando progressos notáveis. Possui uma visão do mundo bem caracterizada e onírica alem de uma técnica adequada para comunicá-la com eficácia. Aloísio é fundamentalmente um paisagista com muita delicadeza e sensibilidade poética. Cria cenas de uma natureza idílica com uma nota mágica sutil. Além das paisagens rurais, praias e floclore pintou numerosas paisagens urbanas da cidade antiga de São José, que possuem um encanto peculiar. Como muitos dos “naifs”brasileiros, Aloísio tem predileção por uma espécie de pontilhismo, que sabe utilizar com acerto inclusive as vezes lembrando deliciosos mosaicos. As telas de Aloísio com temática religiosa popular são muito interessantes, as cenas são paradas no tempo, numa imobilidade que sugerem o psicodélico. Pintou também várias telas inspiradas pelo bumba-meu-boi e a festa de reis, captando criadoramente a essência dessas manifestações populares que ele próprio vivenciou em sua infância. Aloísio se afirma como um dos “naifs”mais autênticos e promissores. Revela, sobretudo, um senso delicioso da cor e uma composição muito pessoal.




Lindolf Bell
Aloísio Silveira de Souza enriquece a pintura catarinense. De vivência nitidamente ilhéia (Florianópois), dela recolhe seus elementos de composição: boi-de-mamão, cirandas da infância, fogueira de são joão, domingos no morro, rendeiras, filas das lavadeiras a espera das conduções dos vilarejos ao centro, a arquitetura do casario português-açoriano.
As árvores, transformadas as folhagens numa euforia de cores várias, arbitrariamente escolhidas em função de uma realização estática, tem as formas arredondadas das árvores de inúmeras ruas de Florianópolis. Formas redondas-fechadas, abertas, de repente, pela imaginação de Aloísio, que as transforma em árvores mágicas, arrancadas do chão da infância e da recordação.
Não há choque nos elementos estéticos. As estrelas brilham de dia em sua verdade criativa ( basta Ter olhos de ver estrelas de dia), iluminam seus personagens do povo, seus animais, sua vegetação iluminada.
Aloísio enriquece a pintura brasileira. Uma linguagem limpa, trabalhada com paciência e pureza. Uma contribuição real, enraizada no folclore e na necessidade verdadeira de reinventar o mundo com liberdade.

VICK VIANNA
A presença da arte na vida do homem não é acontecimento recente. Todos temos conhecimento de que, desde a Idade da Pedra, o homem usava o desenho, como expressão de suas idéias, ansiedades e conhecimentos. Podemos encontrar nas paredes das cavernas pinturas que nos mostram a ingenuidade do pensamento do homem primitivo, a expressão do meio circundante. Quem ensinou este homem primitivo a pintura? Perguntamos. Quem lhe transmitiu as primeiras lições de cor e proporção?
Sabe-se que o homem tem em si o impulso da arte, independentemente de lições ou aprendizados. O homem primitivo era, portanto, um auto-didata, pois recriava da natureza os seus temas, na maioria das vezes retratando o cotidiano, misturando as cores para da os efeitos desejados à expressão.
O aprimoramento dos meios de expressão artística do homem foram evoluindo com o passar dos tempos: adquiriu novas técnicas, maiores conhecimentos dos segredos da arte. Escolas as mais diferentes surgiram. Estilos de pintura, criados por grandes gênios da arte universal, como Da Vince, Michelangelo, Rembrandt, Velasquez e tantos outros: através da pintura clássica, atingiu-se o máximo de perfeição neste gênero de expressão artística.
A riqueza cromática, a perfeição dos traços e formas que se encontra nos quadros desta época, induzem o observador a pensar que se atingiu o nível mais desejável de perfeição que se poderia imaginar. Contudo com o avanço tecnológico do século, a mentalidade do homem, seus gostos e preferências, também mudaram muito. Novos temas, estilos e formas surgiram, para expressar a nova vida do homem, a sua época.
Uma tônica permaneceu durante este tempo, da arte primitiva a arte clássica e moderna: o homem nunca deixou de criar. Inventando novos estilos, futurismo, surrealismo, dadaismo, cubismo, etc., ou se dedicando à arte primitiva, o homem prosseguiu em sua busca incansável de novos temas para a sua arte.
No Brasil, a escola primitivista vem encontrando inumeráveis adeptos, e Aloísio Silveira de Souza, é um pintor primitivo de grande força expressiva. Suas obras tem grande apreciação por parte dos apreciadores das artes plásticas. A singeleza das cores e formas lembram o homem simples, evocam seus temos. Mesmo em nossa era tecnológica, em que a TV entra em todas as casas, até nas regiões mais distantes do país, ainda existe a arte primitiva. Como um elo de ligação do homem com o seu passado. Nesse caso, a pintura que começamos a conhecer no Brasil a partir de 1960, mais ou menos, deixará de ser chamada primitiva, passando a ser considerada como arte ingênua ( naif ) ou primitiva, marcados sempre de vivo colorido, retratam acontecimentos corriqueiros, folclóricos, cenas urbanas e rurais, etc. . Predominam as tintas de cores vivas em óleo ou acrílico sobre tela ou madeira, sempre com uma graça e uma vivacidade admiráveis.
À primeira vista, a pintura primitiva pode nos parecer infantil. Contudo, a riqueza de detalhes, a sensibilidade na escolha das cores, a expressão dos personagens, nos deixa ver a ingenuidade, a pureza e a simplicidade que existe na alma do artista. Muitos definem esta pintura como onírica, isto é, onde o sonho e a fantasia predominam, confundindo-se com a realidade.
Assim é o pintor ingênuo: sonhador, romântico, que através de sua arte, busca uma vida melhor, é uma arte que tem a capacidade de despertar emoções nos seres mais sensíveis, sempre dotados de rara magia e beleza.




BOI DE MAMÃO -
Um dos temas atualmente explorados por Aloísio.
O FOLCLORE E O MISTICISMO SÃO DUAS DAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA ILHA DE SANTA CATARINA, A CHAMADA ILHA DA MAGIA. POR HERANÇA DOS PORTUGUESES QUE COLONIZARAM A ILHA, CENTENÁRIAS CRENÇAS, TRADIÇÕES E FESTAS AÇORIANAS CONTINUAM VIVAS GRAÇAS AOS MORADORES MAIS ANTIGOS, EM DIVERSOS PONTOS DA ILHA. O MAIS CONHECIDO EVENTO É CHAMADO DE BOI-DE-MAMÃO, SIMILAR AO BUMBA-MEU-BOI ENCONTRADO NO NORDESTE BRASILEIRO, E QUE ENCANTA O PÚBLICO E OS COMPONENTES DO GRUPO, FANTASIADOS DE DIVERSOS PERSONAGENS, COMO A BERNUNÇA, O MACACO TIÃO, A MARICOTA E OS VAQUEIROS, QUE VÃO ENTRANDO NA RODA UM DE CADA VEZ, REPRESENTANDO HISTÓRIAS ATRAVÉS DE CANTORIAS.


ARTE MODERNA BRASILEIRA
RESSONÂNCIAS NO ACERVO DO MAJ
JOINVILE 29 DE AGOSTO A 27 DE OUTUBRO DE 2002-09-11



ALOÍSIO SILVEIRA DE SOUZA (FLORIANÓPOLIS, SC, 1936)

Aloísio Carlos Silveira de Souza é um pintor autodidata. Tem em seu trabalho características da pintura e do desenho da escola Primitiva na presença do azul, vermelho, amarelo e ausência de perspectiva. Segundo Lindolf Bell, Aloísio “de vivência nitidamente ilhéia, dela recolhe seus elementos de composição: boi-de-mamão, cirandas da infância, fogueira de São João , domingos no morro, rendeiras, filas das lavadeiras à espera das conduções dos vilarejos ao centro, a arquitetura do casario português-açoriano. As árvores, transformadas as folhagens numa euforia de cores várias, arbitrariamente escolhidas em função de uma realização estética, têm asw formas arredondadas das árvores de inúmeras ruas de Florianópolis. Não há choque nos elementos estéticos” . Conforme Mário Schemberg, Aloísio “possui uma visão so mundo bem caracterizada e onírica além de uma técnica adequada para comunica-la com eficácia. É fundamentalmente um paisagista com muita delizadeza e sensibilidade poética. Cria cenas de uma natureza idílica com uma nota mágica sutil. Como muitos dos naïfs brasileiros tem predileção por uma espécie de pontilhismo (...) se firma como um dos naïfs autênticos e promissores!. Participou do Salão Paulista de Arte comtemporânea (1970) e do Salão de Arte Contemporânea de Santo André-SP (1970). Destacam-se as exposições: Coletiva de Pintores Brasileiros na Universidade da Califórnia, EUA, Coletiva de Pintores Brasileiros na Universidade da Flórida EUA, em comemoração aos 50 anos da Semana de Arte Moderna de 22 e Coletiva na Krasge Art Center Gallery na Michigan State University EUA (1972). Participou de mais de 13 exposições individuais, destacando-se: Museu de Arte de Joinvile, SC, galeria Açu-Açú, Blumenau, SC, Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis, Sc, Krug Art Center Gallery, Flórida, EUA ( 1982), Art Centemporany Museum, Indiana, EUA (1983), Associação Catarinense de Artistas Plásticos ACAP, SC (1989), Paratty Gallery, New York, EUA (1991) etc.

(http://www.aloisiosouza2.hpg.ig.com.br






ALOÍSIO SILVEIRA DE SOUZA BORN IN FLORIANÓPOLIS, STATE OF SANTA CATARINA, BRAZIL, IN 1936. RICH IN COLLORS, SHAPES AND DETAILS, WITH CONSIDERABLE VISION, INCORPORATES IN HIS PAINTINGS A MAGIC SCENE, FULL OF BIRDS, FRUITS, ANIMALS OF GREAT BEAUTY AND INCREADIBLE VIBRANCY. THERE IS LIFE., MOTION, TALK AND LOVE IN THE BACKGROUNDS.
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